Acróstico nº4 {Caminho certo?}

Garantia de um futuro melhor?
espectativas transcritas em mapas e
outras tantas ferramentas que podem ilustrar as
grandes dificuldades desse desafio.
restam outras alternativas, mais essa me parece a mais
acertada, aquele que um dia me
fará crescer, mudar, estar mais presente nesse mundo.
Isso pode ser apenas uma expectativa enorme, mais é
aquela que escolhi tentar.

Confira a sessão "Entorpecidos"

Querer, poder e ser

Queria ter o dom de GRITAR
- mas não, fico calado.
Queria poder ficar invisível
- mas não, todos me olham.
Queria mais que tudo me isolar
- mas sempre tem alguém aqui.
Queria parar de ter sonhos
- mas sempre tem algo para se alcançar.




Imagem: Luis Sarmento

Artigo Extra 4 - O Segundo ano

Ópio (do grego ópion, "suco de papoila", pelo latim opiu): É extraído dos frutos imaturos (cápsulas) de várias espécies de papoilas soníferas (gêneros Papaver), e que é utilizada como nárcotico.
Destilados: São em geral bebidas fortes, contém um alto teor alcoólico, e por isso é mais comum consumi-los misturadas na forma de coquetéis.
Ópio Destilado: É a relação das sensações que você poderia ter ao consumir tais substâncias. Mas essas sensações ocorrem sem a necessidade de utilizar essas substâncias, nesse caso isso acontece pelo simples prazer em ler algo que lhe é apresentado com muito cuidado.

Em 1 ano foram 55 textos onde aos poucos fui expressando meus sentimentos e experiências literárias que vivenciei durante minha pequena vida de leitor. Com aproximadamente 277 comentários creio que fui agraciado com opiniões verdadeiramente sinceras. Desses textos o que mais gostei de escrever foi “1982”, senti muita satisfação ao terminá-lo. O Conto Clari Evidencias que foi dividido em 3 partes foi um grande desafio. Mas todas as linhas aqui expostas transcrevem um pouco do meu eu e fico feliz em receber os mais diversos visitantes e com o passar do tempo fui escrevendo e criando uma esfera de amigos-leitores que só tenho a agradecer. “Vamos unir o alfabeto, em diferentes formas, de diversas maneiras e em vários sentidos. Com isso criaremos um universo de palavras e nelas vamos colocar os nossos sentimentos. É dessa forma que nascerá um poeta.”

Passaporte







Vem de tão longe e traz alegria
Nesse mundo sem nada certo
Passaporte carimbado e preço estipulado
Para somar mais uma viagem sem rumo
Em cada parada uma nova sensação
Um coração despedaçado. Um tiro para o alto
Esta é uma atitude de quem teme se fixar
Alguém com medo de ter um porto
E nele se assegurar e ter um pouco de descanso
Sempre fugindo de avião ou de trem
Sobrevoando vidas, trilhando emoções
Mais sempre de passagem
Com receio de sentir vontade de ficar


A vida sem o amor

Estava imaginando como seria a vida sem o amor. Primeiramente não amaríamos nossos pais, aqueles a quem dedicamos nossos sentimentos inicias. Não amaríamos o café com leite feito por nossa mãe e nem amaríamos o modo como nosso pai nos ensina a pensar. Em nossa vida nunca teríamos nos apaixonado por nossa professora, aquela que nos ensina a ler e ver o inicio desse loucura chamada de existência. Não ia existir aquele frisson ao receber um elogio de nossa amada tia-professora-namorada. Jamais encontraríamos nossos mais adorados amigos, aqueles que amamos e as vezes nem é dito abertamente a frase "eu te amo". A etiqueta de boa vizinhança as vezes barra declarações amorosas ao amigos. E com o passar do tempo não haveriam borboletas no estômago ao dar nosso primeiro beijo. Um beijo sem amor. Não rolaria toda insegurança ao perder a virgindade. Um sexo sem amor. Não aconteceria o êxtase do primeiro namoro. Uma parceria sem amor. No fim da vida não teríamos sentido nada de avassalador, ninguém choraria nossa perda. Pois uma vida sem amor não é realmente uma vida. É apenas uma passagem por um mundo cinza. Um mundo sem amor.

A grande lenda do cachorro louco

23:59 do dia 31 de julho, Zé Capolle olha no relógio e não acredita, vai começar tudo de novo. Todo o azar, as frustrações, os desafios e as diversas situações constrangedoras. - passaram dois minutos – Pronto já estamos em agosto e o cachorro louco está à solta, bem vindo ao mês em que tudo de ruim acontece e pode crer isso vai além das crenças infantis. Passa o dia dos pais, o dia do folclore, o dia do estudante, o dia do selo (deveria ter escrito uma carta), o dia do advogado e até o dia do soldado, mas o tempo passa lentamente, deixando você desfrutar esse mês do azar. Zé Capolle não faz planos, não sai rotina, não fala alto, não bebe muito, não desata e nem faz nenhum nó, tenta passar despercebido por esse mês, pisando em ovos para a má sorte nem se lembrar dele. Nem César Augusto o cedente do nome ao mês escapou do mau agouro, pois antes já existia outro mês com nome de imperador e ainda tinha um dia a mais, só depois 30 dias a azar passaram a ser 31. Tudo feito em agosto trás desgosto, esse era o pensar do pobre Zé, cortou a mão podando as roseiras (esse é o mês de podar as roseiras, aproveite e colha uma rosa a seu amor), derrubou seu molho de chave em um bueiro foi pego acessando internet no trabalho novo, seu cartão de credito não foi aceito na boate mais cheia da cidade e mesmo usando a camisa do avesso para espantar as desavenças não foi possível escapar do dia em que esqueceu a mochila no trabalho, não viu nenhum amigo na rua e assim, foi embora a pé, 25 km longe de sua casa. Pobre coitado do Zé Capolle, só se viu livre disso tudo as 23:59 do dia 31 de agosto, – passaram dois minutos – lá se foi agosto outro vez e com ele toda raiva contraída pelo tal do cachorro louco que tanta má sorte atraia. CUIDADO...