ReL[atos]
Nem implorar
A vida que foi
Não vai voltar
Por apenas um dia
Foi só um instante
Um piscar de olhos
Nada [ir]relevante
Se estivesse comigo
Teria cuidado
Seria diferente
Não teria me machucado
Busco sempre um sentido
Almejo aquele desejo
Pleonasmo [en]coberto
Por não ter seu beijo
Felicit[ações] a quem está aqui
Gratific[ações] por não sair
Recomend[ações] de ser
Ingratidões de viver
Conversando com a lua
Não sei dizer tudo o que desejo, mas tentarei:
- Quando fecho os olhos e te vejo. Fico atormentado.
Pelo seu sorriso, pela sua voz e por tudo que faz você ser
A maior beleza que eu quero ter.
E ainda não sei dizer como me sinto ou como te vejo.
É tão difícil para mim, sei que é o amor. Apenas eu não sei...
Se terei o seu sorriso, se ouvirei sua voz e tudo que faz você ser
A maior beleza que eu quero ver.
Estando frente a frente, volto a me recolher, pois não sei dizer:
- Quero o seu amor.
Coleção Versos Ilustrados: #1
Uma chave pode abrir e fechar visões. Iniciar e terminar caminhos. É fato e sonho ao mesmo tempo. É uma busca infinita por um espaço onde possa se encontrar.do qual me proponho apresentar, lanço agora minhas coleções.
A primeira em 5 partes. "Versos Ilustrados" vai mostrar um pouco
daqueles pensamentos que surgem no meio do dia,
quase sem querer, entrelaçando imagens e versos. Simples assim.
Vale à pena sonhar?
Durante muito tempo me gabei por saber sonhar. Esse dom que tenho me deu uma imaginação muito fértil e desenvolveu minha criatividade. Porém o que eu não sabia era que aos poucos nascia algo dentro de mim que nunca morre é mais difícil ainda de tentar matar: a esperança.Tenho fé nas forças de um relacionamento, seja esse amoroso, amigável ou desprezível . Pois amo e odeio da mesma forma e de igual para igual. Tenho asas que não foram feitas para voar, elas abraçam quem está ao meu redor para tentar acalmar sua dor.
O mais engraçado é que da mesma forma como tenho fé, eu sinto medo. Medo de não demonstrar minhas fraquezas como elas deveriam ser e ocultar tudo. Escrito nas entrelinhas dos meus olhares, dos nós em minha garganta e das noites no meu quarto escuro. Lá está esse medo de não suportar guardar tanta coisa e um dia explodir.
Sei que no fundo não tenho toda força que digo ter e que isso não é uma coisa ruim, pois todos tem suas limitações. O melhor é saber deixar as coisas fluírem, sem interferir no caminho de ninguém Mas como ser imparcial em um mundo onde as pequenas coisas não são valorizadas. Precisamos ser grandes, fortes e falar alto. Para um dia alguém olhar e dizer: Você soube sonhar.
Imagem: Sandra Silvestre
Fernando: Ama? Como assim me ama?
Marcela: Pela pessoa que você é, eu te amo.
Fernando: Você está bebada.
Marcela: Claro, se não já estaríamos discutindo.
Fernando: Porque?
Marcela: Você está demorando pra dizer que me ama também.
Fernando: Não faz essa cara de brava. Você sabe.
Marcela: Sei o que?
Fernando: Que está bebada hora essa.
E cada um foi para sua casa. Marcela desejando que ele acreditasse no que dizia e Fernando perdendo o grande amor de sua vida.
Fora de linha
- Que nada, ele viu foi passarinho verde...
Experiência Extra-literária
Se eu fosse jovem, eu fugiria desta cidade
I'd bury my dreams underground
Enterraria meus sonhos debaixo da terra
As did I, we drink to die, we drink tonight
Assim como eu, nós bebemos até morrer, nós bebemos essa noite
Agora transcrevo tal texto, receba como um depoimento secreto de um amigo, do tipo que você jamais aceitaria e jamais apagaria, ficaria ali na sua pagina inicial, feito prova de um crime. O crime de sonhar.
Matando todas as promessas. Deixando-nos com cara de taxo ao falar sobre o destino.
Nossos sonhos não eram os mesmos, as cores estavam opacas. Existiam incertezas no ar.
Com o passar dos dias o laço foi ficando apertado, não sabia mais se findar como antes.
Agora estamos fortes e dispostos. Vamos encarar a guerra, o sono, o mundo, a vida...
Usaremos de nossa memória de elefante como arma e ela será suficiente para o confronto.
E se mesmo assim temermos, sempre existirá a grande cena de batalha em que acordaremos,
E o sonho irreal acaba para começar o sonho real. De tempos em tempos há esperança.
Não adianta lutar, pois lá se foi o tempo outra vez."
editado por César Lopes. Musica: Elephant Gun
Composição: Ryan Condon; Zach Condon Interpretação: Beirut
1982
Estava eu ali, parado no meio da praça. Olhava ao redor e todos pareciam andar em câmera lenta, eu sei que não existia mais mesmo assim comecei a ouvir a introdução de uma musica desconhecida, tocada no violão e que me fez ter alucinações.
Continuei ali delirando em meu estado rem, mesmo acordado sonhei. Permaneci desse modo por horas, dias, meses. Tornei-me estatua viva. Os pombos, as pessoas, a grama crescendo em volta dos meus pés, tudo me deixava pasmo com essa passividade em que me encontrava.
A praça? Essa se moldou aos meus pensamentos, durante os instantes vividos em meio a multidão inexistente (eternos instantes), o mundo deu uma volta e o dia ficou claro, e a guerra das Malvinas iniciou, e a Itaipu começou a gerar energia,
e Bert McCraken nasceu, assim como Grace Kelly faleceu, e Michael Jackson dançou ao som de Thriller e mesmo assim não interagi com a sociedade, o medo de esquecer-te me condenou a perder minha vivacidade.
E com o passar dos anos minha historia não mudou, a praça foi restaurada, inventaram uma placa e colocaram nos meus pés, uma placa com um nome que não era meu, descreveram uma bela historia, mais ela também não era minha.
O tempo não me deixou envelhecer, minha pele de concreto não tinha rugas, minhas roupas não tinham cor e minhas mãos continuavam segurando o livro por elas escrito. Eu já sabia no dia em que te conheci que o meu caixão seria iludir-me com você. Entretanto decidi viver essa historia, uma historia que já nasceu condenada a morte Fui feliz pois tive seu sorriso, fui feliz nas noites que senti seu cheiro misturado com o meu e permaneci feliz ali na praça. Eternamente divagando hipóteses de como a vida seria ao seu lado.