Doce Ilusão

uma doce ilusão
de um retrato fiel
do corpo do escorpião

escondendo do completo
evidenciando o mistério
de ousadia é repleto
causando um caso serio

observo só de longe
o detalhe bem marcado
do olhar nada se esconde
o destino é detalhado

S V

Nasci para ser só
sozinho
solamente
sometime
somente
solo

Putrefato

Decisão de fuga
Ponto de partida
Que não seja agora
Buscamos outra vida

Coração em taquicardia
Estomago revirado
A visão sempre turva
Sentimento nauseado

O período de espera
Revigora o estagio
Rejuvenesce quem demora
Desmentindo quem é sábio

Prelúdio - Recomeço



Mais um dia ou noite se passou, depois de tantos dias com o céu em chamas nem faz mais sentido olhar no relógio para saber se são quatro da tarde ou quatro da manhã. Jonas e Manu apenas andam, andam por ruas desertas, sem caos eminente, apenas uma imensidão vazia sem nenhuma pessoa por perto.
                De longe Giórgia avista o casal no final de sua rua, seu coração dispara, um misto de alegria e medo. Não sabendo o que esperar ela resolveu ficar ali sentada na calçada e esperar eles passarem por ela, estava faminta e um adulto poderia ajudar ela em algo. A cada passo que eles davam ela ficava mais ansiosa, em poucos dias essa pequena menina aprendeu mais que qualquer pessoa poderia ensinar, viveu quase uma semana sozinha, sem ajuda de ninguém, apenas com a esperança que seus pais finalmente acordassem do sono sem fim que estavam.
                Quando Manu percebeu que havia uma criança na rua suas mãos congelaram, ela queria sair correndo e falar com a criança que estava na rua sozinha. Ela apertou a mão de Jonas, eles se olharam:
                - Mas alguém Jonas.
                - Uma criança apenas, precisamos encontrar os pais. Ver como estão sobrevivendo.
Quando chegaram próximos a menina ela hesitou, os três se olhavam e não falavam nada. Muito tempo se passou para que um diálogo fosse estabelecido, eles se olhavam apenas. Jonas se sentou ao lado da menina, ela estava com os olhos cheios de lagrimas, cabelo bagunçado e um cheiro estranho.  
                - Oi. – e menina não respondeu. Olá, eu sou o Jonas e esse é minha namorada Manu. Como você chama.
                - G... Gio... Gio.
                - Onde estão seus pais? Gostaríamos de conversar com eles.
Nesse momento Giorgia se levante, sai correndo em direção a sua casa. Eles não sabem o que fazer e a seguem. Quando chegam passam por uma sala cheia de embalagens no chão, adentram uma cozinha suja e malcheirosa e param em frente a uma porta trancada, com Gio parada na frente. A pequenina sai da frente e pede que eles entrem. Ao entrar Manu fica em estado de choque, paralisada ao ver um casal deitado na cama, imóveis e sem vida. Por um segundo passaram milhares de coisas em sua cabeça, em como aquela criança estava abandonada, sem ajuda e sofrendo com a perda dos pais. Milhares de hipóteses passaram por sua cabeça nesse segundo. 

              O casal se sentou na sala com Gio e tentou explicar a situação, que seus pais não mais acordariam e que precisam ir para conseguir comida e tentar encontrar mais sobreviventes. Fizeram as malas dela, pegaram os restos de comida que tinha, cozinham macarrão que encontraram na casa e depois de algumas horas partiram. Sem rumo certo, eles formaram uma nova família e vão juntos em busca do novo mundo. Não sabem até quando vão resistir, se eles são imunes as doenças que afligiu quase toda população mundial. Apenas sabem que precisam ir em diante e dar um futuro para essa criança. 

                O mundo nunca mais foi o mesmo desde o incidente, a luz do sol não entra mais por completo, as plantas que não morreram não crescem direito, a agua tem gosto ruim e a imagem geral é um mundo solitário, com poucas pessoas circulando em busca de comida, proteção e respostas. Tiveram que se adaptar ao novo planeta terra, alguns começaram a contar os anos de novo, ano um depois do incidente. Outros nem sequer pensam muito no que houve, apenas sobrevivem e a grande maioria ficou na memória, na lembrança dos que vivem aqui nesse mundo, ou no preludio do fim mundo.

FIM  

Artigo Extra: Café, Gilmore Girls e as seis horas da manhã



              Vivemos falando que é preciso desenvolver nossa personalidade, que com o passar dos anos vamos amadurecendo, crescendo e coisas afim. Nos últimos meses eu percebi um pouco dessa mudança em comigo. Seja pelos inúmeros copos de café que foram adicionados a minha dieta (a gastrite chora nessas horas), seja pelas inúmeras maratonas de serie em frente à TV até as seis horas da manhã ou pela inveja de ter tantas referências como as protagonistas da série gilmore girls.
              Hoje, apesar de não por completo, eu tenho ficado mais em casa, introspectivo, pensativo e noveleiro. Se bem que não é bem novela que perco horas vendo, são series, filmes, desenhos animados e um capitulo ou outro de novela. Vejo que hoje na maioria das vezes me sinto bem tranquilo e completo por apenas descansar e parar um pouco da agitação. Já vivi como se fosse o último dia da minha vida por anos e sinceramente eu cansei. Posso admitir que não é o último dia hoje, sei que ainda terão anos, então melhor fazer uma coisa de cada vez e bem feita.
              Agora só quero me sentir bem e não ter aquele sentimento de eu poderia ter feito diferente. Quero ter certeza em minhas decisões e apreciar as coisas simples que acabo perdendo por sempre estar meio de ressaca ou meio casando. Quero ser e estar completo, forte como o café que tanto aprecio, forte como as senhoritas gilmore que tem uma língua afiada e certa e forte como o sono que bate quando perco minha madrugada vendo horas e horas de programação na TV. A vida muda e as vezes nem percebemos, é bom quando reconhecemos essas mudanças e conseguimos avaliar seus pontos positivos e influencia em nossas vidas.
                               - Mais um copo de café por favor, minha serie já vai começar.

Feliz Ruina

Quando eu ouvia meu coração
Apertado ao conversar
Sempre ressoava a velha canção
É dois para lá, dois para cá.
Se o nó vem na garganta
E meu corpo treme sem parar
Já me pego dançando
Igual bêbado a se equilibrar
Mas ainda me recomponho
Não vou desistir jamais
Quero toda a felicidade
Como via em nossos pais

Argumentos Soltos

Todos os detalhes que planejei foram editados
Cada linha, cada ponto, cada estrofe e cada traço
Não podia mais fluir nesses soltos pensamentos
Tudo envolto em agonia, destruindo os argumentos