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Diagono Paradoxal

Concupiscência vital
Entre os meandros de uma era
Se equiparando a quimera
Eclodindo em conjunção astral

Os adjuntos e adjacentes
Concomitantemente me acionam
Esporadicamente decrescentes
Almejando os latentes

Ruptura paradoxal
Congruente universal
Insolitamente ensejado
Hipoteticamente conquistado

Fonte

De onde?

De cá
De lá
Depende
De que me vende
De onde está o de repente
De tudo que olho e sonho acordado
De quem sabe dar certo
De querer o incerto
De onde vem
De onde fica
De cá
De lá

-Pra cá (comigo).

Avareza

sou o completo nada
vivendo em meio ao tudo
sobrevivendo a essa estrada
minha voz embargada
mostra toda minha fraqueza
meu sorriso tristonho
evidencia minha tristeza 

Que a de fazer?

Não me digas mais
Que já se foi
Que não volta mais
Que ainda vou chorar

Essa dor refaz
A minha vida
A eterna despedida
A história sem ti

Ando sempre anestesiado
De sentir novamente
De amar qualquer gente
De não pensar em você

Sempre vou amar

A vida que passa
Entre nossos olhos
Por  nossas entranhas
De qualquer modo
E sem nenhum pudor

Passa ligeira
Leva vitalidade
Fica saudade
Desperta a curiosidade
Sobre o que é viver

“Nada é tão triste como passar por essa data, segurar o nó na garganta e viver. Hoje não tive palavras, não comentei com ninguém. Nem ao menos quis conversar. Queria que passasse logo, pra lembrar com alegria, da minha doce companhia, que já não está mais aqui”

Faço das palavras do meu irmão mais novo, as minhas: 

Hoje faz 2 anos que você se foi - muita saudade. Não sinto mais o cheirinho da casa quando você limpava, a comida já não é mais a mesma, as broncas acabaram... Vivi 21 anos ao seu lado, tivemos altos e baixos como qualquer mãe e filho tem. Mas o amor incondicional que tinha por mim e por todos que estavam ao seu redor jamais será esquecido. Ficaram as lembranças: entre sorrisos e lágrimas. Te amo sempre e até o dia que o Senhor nos abençoar com nosso reencontro. 


Lágrimas

Deveriam secar
Não correr como antes
Não doer nesse instante
Mas só faz crescer

Escorre gota salgada
Vai pela estrada
Que ninguém quer ver

Fico aqui solitário
Vendo o seu relicário

Outra lágrima começou a correr

Luto, corpo e alma

Feito luz, corpo e alma
Enche o peito e desarma
Toda gloria desencarna

Não há feito que aflora
Nem efeito que contorna
Fez-se o luto e entorna
Outro tom que me explora

Não há pressa de ir embora
Não existe muita calma
Feito sangue em minha alma

Um ano sem minha amada, doce e humilde Lili - mãe, te amo.

O que vai

Todos os dias que passam existe um vazio no ar.
O fôlego se vai e um imenso nó na garganta se faz.
Isso porque a falta que sinto, me faz cair e não levantar. 

      8 meses sem você.

Certas coisas

Existem certas coisas que não acreditamos que acontecem com a gente. Por outro lado existem certas coisas que nunca gostaríamos que tivessem deixado de existir. Ainda não sei onde encaixar você, entre as coisas que não acredito ou as que não queria perder. Só sei que você é a coisa certa em se fazer.