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O enigma


Mas que vontade...Sinto vaidade...Quebrou paradigmas...Com esses enigmas...

O fim

Um único pedido
Regra desregrada
Desejo introncolavel 
Objetivo laçado

O ciclo

Desperdício
Despir
De onde vir
De que é isso?
Desperdício 

O escopo

A vida é feita de experiencias
E delas devemos absorver
 Os ingredientes
 As equações
Os resultados
E as explosões
Tudo sobre mutação
Vem de um ponto de fusão
Ocorre um pouco de caos
Cores
Aromas
Misturas
Com o tubo de ensaio
O cientista não erra
Toma nota e aprende:
Um dia saberei? Quem dera 

O tapa

Não se ache exclusivo
Não deixe complicado
Valorize seu lado
Não deixe para amanhã
Não convide enganado
Valorize o que é certo
Existe muito errado

O epitáfio

Minha vida parou
Não sei por onde andar
Preso aqui estou
Cansei de procurar

Viver assim, não faz tão mal
Sonhar em ir já é normal

Não sei porque isso aconteceu
Mas o errado, eu sei, sou eu.

Não vou culpar mais ninguém 

O afeto

Criando teorias insanas, daquelas que conspiram para que sua vida desande. Era assim que Joana sempre tecia seus relacionamentos, bastava um olhar cruzado, do tipo que se cruza no elevador.  - PRONTO -  estava feito. Era paixão desatada, história criada e sofrimento por vir. Ela não sabia lidar com isso. E a todo momento se decepcionava. Afinal a cada esquina um novo amor, a cada passo uma cilada. Era até bonito ver ela assim, sempre suspirando, ouvindo uma música e pensando, foi assim que eu o conheci. Ela mal esquecia aquela melodia e pronto, ciúmes de outro já sentia. Era um aroma diferente, de um perfume qualquer e ela lacrimejava por não ter mais o menino da loja 12. Ela seguia assim, tropeçando, conhecendo e aguardando, o par ideal para esse afeto desigual. 

O sumiço

Você deveria ter sumido...

Desaparecido igual quando você não quis ter nada sério, eu achando que você só precisava ir, pois afinal você ainda não estava pronto, nem disse que era o fim eu já tive que aceitar {o fim}. Pois quando você gosta tanto de alguém é preciso admitir que acabou, admitir que nunca existiu, afinal você já sumiu. 

O ano

Mais um ano se completou desse meu fardo de nunca finalizar.

O insistente

Por todas as pessoas que eu me apaixonei, 
[eu sofri]
[eu tentei]
[eu briguei]
[eu chorei]

-Não desisti, nunca parei, fui tentar  amar, nem senti seu sorriso,  não tive só pra mim. 

Já não sei onde estou, por que vir ou porque vou. Só sei que o caminho me deixou mais humano, não deixou um estranho, ou um melhor ser humano. Se digo que sorri, que chorei, que sofri, não me entristece, mas você tem medo de entrar...
...em minha vida. 


O passar do tempo

Era uma alma, solitária e melancólica. Ressentida com seus sentidos que insistiam em s.e.n.t.i.r ( ou sem ti). Não amava - se apaixonava - perdidamente, até se perder. Seu extremo era épico, um sentir doloroso, um querer reprimido, que não conseguia fugir. Desde sempre ela vagava, entre corpos, corações, entre seres e ilusões. 

Primeiro foi amada por Cândido, um ilusionista de verdade, fazia tantas estripulias que ganhava corações. Mas como bom trabalhador, Cândido iludiu a alma e para ela, não forjou amor. 

Depois veio o dançante, um cavaleiro medieval de armadura flamejante. Uma chama era azul, cintilante e de dono algum. Ele foi para o estrangeiro, deixando a alma desalmada, mas esse não foi o primeiro.  

Logo após surgiu o lenhador, sincero,forte e cheio de encanto. A alma, que já não acreditava em nada baixou a guarda, ela se entregou ao amor. Os anos se passaram, e a alma de nada mais lembrava como um dia já foi. Mas quando a matéria prima acabou, o Lenhador havia mudado, buscava outro amor.

           Nossa alma, tão querida, estava novamente sozinha, estava ferida. Trancada em um calabouço, ela não se envolvia, todo reino era festa, ela alimentava a melancolia. Um jovem bobo da corte apareceu, fugindo do tédio daquela noite, veio ao encontro dela e nada se falou, se olharam e entre olhares, um longo beijo, sem nada de amor. Ele estava preso na alegria da juventude, já nossa alma estava amarga, com a toda sua grande magnitude. Não foi esse e nem o próximo que a fez sorrir. Foi um outro, antes desse que agora descrevi. 

        Um samurai enferrujado, depois da guerra, nunca mais havia lutado. Não sabia muitos golpes, nem tinha muita agilidade. Ela se aproximou, para observar sua fragilidade. A alma sabia que não deveria se envolver, correr o risco novamente, mas não ligou e arriscou, se entristeceu novamente. Ele não tinha feito mal algum, o que existia era o inverso, era tão bom estar com ele, que não coube nesse verso. Por fim se passaram alguns meses e o Samurai partiu, foi para uma nova batalha, que nem soube explicar como surgiu. Dessa vez não foi o modo que conquistou, nem a beleza que era tamanha, foi o som de sua voz, sua expressão fazendo manhã. Nem teve como resistir, nossa alma se envolveu completamente e partiu, buscando vencer as batalhas ao lado do samurai. Não que ela tenha reconhecido o seu ultimo afeto, ela simplesmente parou de procurar por algo correto e decidiu lutar pelo nem tão correto assim. E com isso FIM.

O louco

Queria apenas um pouco de sanidade. 
Fartei-me de tanta insanidade 
Das Inquietudes irrevogáveis.
Quero livrar-me de toda tortura, 
De lembrar da ternura 
Que não tenho aqui.

O questionamento

Felicidade em excesso
Felicidade é exceção?
Ser feliz é excesso?
Sou feliz em excesso
Exceto isso sou feliz
Exceto aquilo sou infeliz
Infelizmente é exceção
Felizmente é em excesso